Como ensinar o cão a deitar e se fingir de morto?

Ensinar truques aos nossos cães é sempre divertido, mas também pode exercer a função de relaxar o animal em situações de estresse. Passeios, conhecer pessoas e animais ou mesmo realizar uma visita ao veterinário podem ser situações desconfortáveis para o pet, porém, quando ele as associa com comandos divertidos e com recompensas, esses momentos podem se tornar mais calmos e até divertidos.

Após o cachorro aprender a sentar sob comando, podemos ensiná-lo a se deitar. A melhor forma de ensinar um novo comando é pela indução, pois assim o pet associa o comando a algo bom e passa a responder com alegria quando lhe pedem para fazê-lo.

“Deita”

Para que o animal se deite, peça a posição “senta”. Coloque um petisco ou brinquedo (não muito valioso, mas que o cão goste) na frente de seu focinho e desça a mão até o chão de forma lenta, colocando-a alguns centímetros para frente. Caso o cão levante o traseiro do chão, voltamos a pedir a posição “Senta”, mas sem recompensa, e começamos novamente.

Para os filhotes esse pode ser um comando simples. No entanto, para alguns cães, principalmente os adultos, ele pode ser confuso no início. Caso o pet não se deite, devemos tentar uma superfície mais macia, como um tapete ou sofá.

Em alguns casos precisamos recompensar comportamentos intermediários ao deita, como o agachar ou o esticar uma ou as duas patas, mesmo sem deitar completamente. Após recompensarmos esse comportamento algumas vezes, a tendência é que o cão se deite. Partimos do princípio de que todo comportamento que foi recompensado, quando passa a ser ignorado tende a aumentar de frequência e intensidade.

“Morto”

É um comando divertido e que requer confiança e relaxamento do cão. Os pets que costumam ser ansiosos ou inseguros podem ter dificuldade com o pedido “morto”. Outros, podem não gostar de realizá-lo em ambientes externos e movimentados, por isso devemos evoluir aos poucos o treino e sem forçar o animal. Esse comando, se bem realizado e treinado, pode aumentar a autoconfiança do cão e estreitar o seu relacionamento com as pessoas.

Para realizar o comando “morto”, comece pelo “deita”, recompense o amigo e pegue outro petisco. Com ele deitado, coloque o petisco logo à frente do focinho do animal e vá lentamente em direção à costela dele. O movimento da sua mão deve ser lento e gradual, observando respostas do corpo do cão antes de avançar para mais perto da costela.

Ele demonstra que está aprendendo quando vira o quadril com as pernas voltadas para a direção da sua mão e depois deita o ombro no chão. Assim que ele fizer isso, sua mão deve voltar à direção do focinho do o pet até que a sua cabeça repouse no chão.

Da mesma forma que o “deita”, esse comando pode ter que ser construído aos poucos, usando o mesmo princípio relatado acima. Depois que o cão aprende a se deitar, podemos começar a trabalhar na duração do comportamento e na distância da mão que pede o comando.

Ensinar comandos ao seu cão é vital para a construção de uma melhor comunicação entre vocês e para o fortalecimento do vínculo de afeto e confiança. Por isso, é importante respeitar a velocidade e características emocionais e físicas de cada indivíduo.

Cada um tem seu ritmo de aprendizado e gostos únicos. O importante é que o treino seja leve e divertido para ambos. Se precisar, conte com ajuda profissional.

Agressividade: como tratá-la?

Antes de pensarmos em tratar um caso de agressividade, devemos entender de onde ele vem.

É comum confundirmos os motivos da agressão ou pensarmos que ela acontece sem estímulo aparente. No entanto, se observarmos o ambiente onde o animal vive, além da sua rotina, perceberemos em quais situações e intensidade essa atitude se manifesta.

Posse

Normalmente, a agressão se dá pela guarda de recursos, como comida, brinquedo, cama ou até mesmo por uma pessoa. Nesses casos, precisamos mostrar ao cão que não há disputa pelo recurso, e que a nossa aproximação gera recompensas gostosas. A ideia é: quanto mais alguém se aproxima, mais recompensa ele ganha. Quanto mais a pessoa se afasta, menos.

Medo

Outra reação comum é ver o animal se tornar agressivo diante do veterinário ou no banho e tosa, sendo que em casa ele não apresenta esse comportamento.

Isso acontece devido ao medo. O cão, assim como nós, pode se sentir inseguro em situações inusitadas (ou naquelas em que ele já teve associações negativas como vacinas, corte de unhas e secador, por exemplo). Por isso, ele pode reagir com agressividade para tentar impedir tais situações.

Para eliminar esse comportamento, realize a dessensibilização com o apoio do reforço positivo e de forma gradativa. Mostre que aquela situação, apesar de não ser agradável, é passageira e pode gerar recompensas.

Outros animais

A agressividade também pode ser direcionada a outro animal. Nesses casos, entenda exatamente a situação que deixa o cão reativo e trabalhe esse ponto de forma gradual com ele.

A maioria dos cães se incomoda muito com outros animais desconhecidos em seu território ou até mesmo em passeios na rua. Para associar a aproximação dos dois a momentos bons devemos preferir cães calmos para o treinamento. Além disso, não se esqueça de escolher uma recompensa de alto valor e nunca colocar o outro indivíduo em perigo.

Em casos de agressão, a segurança dos cães e das pessoas envolvidas é primordial, então, sempre planeje o treino para que ninguém se machuque.

O uso de focinheira, com o treinamento prévio – e não forçado, é essencial para que o ambiente seja mais seguro e tranquilo.

Além disso, como esses casos podem ter consequências graves, o auxílio de um profissional capacitado é muito importante. Procure alguém de sua região que trabalhe com reforço positivo. Com dedicação, o seu melhor amigo se tornará um animal mais calmo e feliz.

Como sociabilizar um gato filhote

Passear com o seu cão é algo normal. E se você quer que ele ande calmo e alegre, não se assuste com facilidade, que receba as visitas na sua casa sem pulos e sem medo e que brinque com os outros cães no parque é preciso apostar em uma boa sociabilização quando o animal ainda é um filhote. Mas você já pensou que para o seu gatinho a sociabilização é tão importante quanto para os cães?

Para termos um gato adulto calmo e confiante, que aceite visitas e não fuja apavorado e até que consiga passear em locais calmos na coleira é preciso ensiná-lo desde filhotinho.  A chamada janela de sociabilização começa a se fechar a partir da 12ª semana de vida dos bichanos, portanto, devemos aproveitar bem os primeiros momentos do gatinho na nova casa para que ele tenha uma adaptação tranquila e se torne um membro ativo da família.

Da mesma forma que com cães filhotes, devemos apresentar novas pessoas e situações para o gatinho sempre de forma leve e divertida. Usar brinquedos que simulem uma caçada com cordas, com penas ou com chocalhos na ponta ajuda muito a quebrar o gelo de uma situação delicada que o filhote venha a passar.

O uso de sachês de ração úmida pode ser necessário se o animalzinho estiver mais tímido e ajuda a perceber quando uma situação passou do limite que ele pode suportar, pois assim que o animal se sente muito desconfortável ele para de comer. Esse é o momento de voltar um passo na apresentação da situação nova, relaxar e começar novamente mais devagar.

É importante apresentar ao novo integrante da família tudo aquilo que ele terá que passar quando adulto. Logo, manipular seu corpo, patas, orelhas e boca é muito importante para as futuras idas ao veterinário, assim como acostumá-lo a usar a caixa de transporte, sempre com reforços positivos para cada conquista.

Caso ele venha a ter contato com outras espécies como cães, pássaros ou roedores, essa é a hora de apresentá-los e ensiná-los como deve ser essa interação. Como o risco da interação interespécies pode ser alto, a ajuda de um profissional na área de adestramento é altamente recomendada.

Andar na coleira na rua pode não ser para qualquer gatinho, já que os mais tímidos podem não se sentir confiantes em ambientes tão abertos. Para aumentar as suas chances de passear com o bichano, comece com essa rotina desde de cedo, com uma coleira específica para gatos e de forma bem gradativa e divertida.

Além disso, passeie com ele apenas após as vacinas e liberação do veterinário, mas sempre em local calmo e isolado (se for preciso, leve-o até lá na caixa de transporte).

Se preocupe sempre com a segurança do local para evitar cães soltos ou barulhos muito altos que possam assustar o gatinho, avance sempre devagar nos treinos e respeite o conforto e a vontade do seu amigão.

Benefícios de ter um cão para crianças e idosos

Ter um cão é recompensador em qualquer idade, mas para as crianças e para os idosos os benefícios são ainda maiores! O importante, em ambos os casos, é escolher aquele pet que seja mais compatível com a energia dos membros da família e com o nível de cuidado e tempo que os tutores terão disponível.

Por exemplo, cães de pelo longo precisam de mais escovação, enquanto os cãezinhos mais ativos vão precisar de passeios mais longos e mais dedicação aos treinos. Será que a família conseguirá suprir essas necessidades?

No caso dos idosos, cães de menor manutenção com pelo e cuidados com a saúde podem ser os mais adequados. Também devemos nos perguntar se a adoção de um animal adulto, com menos energia e a personalidade já formada, não seria a melhor opção do que um filhote cheio de energia, com as possibilidades de destruição de objetos e as necessidades de educação básica.

Escolhendo o companheiro mais compatível, o cãozinho poderá ser uma ótima companhia e ajudar o idoso a se exercitar mais, tanto física quanto mentalmente, já que terá uma responsabilidade de cuidar de outro ser. Os benefícios para a saúde dos idosos também existem! O animal pode ajudar a abaixar a pressão arterial e os níveis de estresse do dia a dia, trazendo diversão e alegria para a vida do tutor.

Já para as crianças, devemos levar em conta a idade do pequeno, se ele já está acostumado com cães e se é muito ativo. Podemos adotar um animal adulto ou filhote, dependendo do tempo disponível dos adultos da família para a educação do animal. Sempre devemos considerar a rotina familiar e como o animal se adaptará a ela.

Após a escolha da melhor companhia, o cãozinho pode ajudar o seu tutor mirim a aprender sobre responsabilidade, dando para a criança tarefas como alimentar, cuidar e passear com o cão, de acordo com a sua idade. Muitos médicos também apontam os benefícios na saúde, como diminuir as chances de aparecimento de alergias em crianças que convivem com animais desde pequenas.

Sabendo escolher o companheiro correto, educando animais e pessoas, teremos um relacionamento duradouro e cheio de benefícios!

Como adestrar um pet deficiente?

Não é porque o pet não tem algum membro, é surdo ou até mesmo cego que ele não pode ser adestrado. Muito pelo contrário. Nesses casos, o adestramento ajuda na convivência dele com os membros da família.

É necessária uma adaptação na forma de ensinar os comandos, mas, no geral, ele será como qualquer outro animal. O adestramento não é uma receita de bolo que serve para qualquer animalzinho, sempre são necessárias adaptações, já que cada ser é único e enxerga o mundo da sua própria maneira.

Para qualquer treinamento o reforço positivo é fundamental. Precisamos associar os comportamentos que queremos com sons e imagens, em casos de algumas deficiências.

Por exemplo, para cães surdos, podemos utilizar laser ou uma lanterna para indicarmos determinado comando. Cada sequência ou movimento da luz ou das mãos significa um comando diferente. A luz é muito importante quando o animal está longe de nós e não está prestando atenção no tutor. Já para cães cegos, podemos associar determinados sons e leves toques em seu corpo com comandos.

Nestes casos, de deficiência auditiva ou visual, devemos ter muita calma, paciência e persistência para não assustarmos os animais com toques ou estímulos muito fortes. Termos bastante consistência nos treinos também vai fazer com que o aprendizado seja mais rápido e coerente.

Com os animais com deficiências de locomoção devemos conversar com o médico veterinário para sabermos os limites de movimentação de cada indivíduo para não causarmos mais lesões. Tendo essa informação, o treino e aprendizado seguem da mesma forma que com qualquer animal.

O mais importante para lidar com o caso que for é conhecer a limitação de cada indivíduo e seguir os treinos dentro de seu limite físico, além de utilizar bastante estímulo mental. Afinal, não é porque o cão ou o gato tem uma limitação física que ele não pode ficar entediado e fazer bagunça ou mesmo começar a apresentar sinais de ansiedade e estresse.

Como o acompanhamento do veterinário, do adestrador e muita paciência e persistência, o aprendizado seguirá da mesma forma que em qualquer outro caso e certamente terá sucesso!

Ansiedade de separação

Por muitas vezes, a reclamação principal do tutor ao chamar um adestrador é que o cãozinho está latindo muito quando fica sozinho ou que está destruindo os móveis da casa. Mas o que muita gente não sabe é que estes podem ser sinais de ansiedade de separação, que nada mais é do que o medo de ficar sozinho e não saber quando (e se) os tutores voltarão para a casa.

Para resolvermos estes problemas, não adianta focarmos os treinos somente na destruição ou nos latidos, precisamos ir direto à causa e ensinar ao cão que não há mal algum em ficar sozinho.

Como os cães são animais de grupo, ficar sozinho pode causar grande ansiedade, mas, ao contrário do que se pode pensar, nem sempre trazer mais um cão pra casa é a solução, porque essa ansiedade de separação normalmente é por causa de um ser humano.

Portanto, antes de pensar em trazer outro cão para a casa, consulte um especialista e faça os treinos específicos para, depois, caso seja indicado, trazer um novo amigo para o seu pet. A vinda do novo cão sem planejamento pode deixar o seu peludo ainda mais ansioso.

Brinquedos interativos, aqueles em que podemos colocar ração e petiscos dentro, ajudam muito nos treinos. Eles ensinam o cão que brincar sozinho pode ser muito legal e recompensador e ajuda a passar o tempo em que ele ficará sozinho de forma mais produtiva.

Existem no mercado até produtos com possibilidade de programação de horários para ativar, assim a brincadeira pode começar várias vezes por dia, ajudando os tutores que precisam ficar longos períodos fora de casa.

Os treinos devem ser gradativos e simular situações reais de saída ajuda muito na evolução dos casos. Ensinar o cão a brincar em um cômodo separado, mesmo quando estamos em casa, dessensibilizar os sinais da nossa saída como colocar o sapato, pegar a bolsa e as chaves também é importante para que o cão fique menos ansioso com a nossa saída.

Mas nem todo cão apresenta esses sinais, alguns podem apenas babar em excesso, raspar a porta, fazer as necessidades em local errado ou mesmo entrar em um estado de total apatia, sem beber ou comer quando os tutores estão fora de casa.

Por isso, o diagnóstico correto de um profissional é indicado. E não pense que se o seu cão não late ou não destrói objetos o problema não precisa ser tratado, muito pelo contrário, se o cão não come, não bebe ou não faz as necessidades quando está sozinho, ele pode desenvolver sérios problemas de saúde! Então, fique de olho no seu peludo e procure ajuda caso perceba que ele apresenta algum destes sinais.

Como sociabilizar um gato filhote?

Passear com o seu cão é algo normal e você quer que ele ande calmo e alegre, que não se assuste com facilidade, que receba as visitas na sua casa sem pulos e sem medo e brinque com os outros cães no parque feliz, certo? Para isso é preciso fazer uma boa sociabilização quando filhote. Mas você já pensou que para o seu gatinho a sociabilização é tão importante como para os cães?

Para termos um gato adulto calmo e confiante, que aceite visitas e não fuja apavorado ou que consiga passear em locais calmos na coleira é preciso ensiná-lo desde filhotinho.

A chamada janela de socialização começa se fechar a partir da 12ª semana de vida dos bichanos, portanto, devemos aproveitar bem os primeiros momentos do gatinho na nova casa para que ele tenha uma adaptação tranquila e se torne um membro ativo na família.

Devemos apresentar novas pessoas e situações para ele, mas sempre de forma leve e divertida. Usar brinquedos que simulem uma caçada com cordas, com penas ou com chocalhos na ponta ajuda a “quebrar o gelo” de uma situação novo ao filhote.

O uso de sachês de ração úmida pode ser necessário se o animalzinho estiver mais tímido e ajuda a perceber quando uma situação passou do limite que ele pode suportar, pois quando o animal se sente muito desconfortável ele para de comer. Esse é o momento de voltar um passo na apresentação da situação nova, relaxar e recomeçar mais devagar.

É importante apresentarmos ao novo integrante da família tudo aquilo que ele terá que passar quando adulto. Manipule seu corpo, suas patas, orelhas e boca. A atividade é muito importante para as futuras idas ao veterinário. Além disso, acostume-o desde cedo à caixa de transporte, sempre com reforço positivo.

Caso ele venha a ter contato com outras espécies, como cães, pássaros ou roedores, essa é a hora para apresentá-los e ensinar ao novo amigo como deve ser a interação. Como o risco dessa junção interespécies pode ser alto, a ajuda de um profissional na área de adestramento é altamente recomendada.

Andar na coleira na rua pode não ser para qualquer gatinho, já que os mais tímidos podem não se sentir confiantes em ambientes tão abertos. Para aumentar as suas chances de passear com o bichano inicie os treinamentos desde de cedo, com uma coleira específica para gatos e de forma bem gradativa e divertida.

Comece os passeios fora de casa após as vacinas e após a liberação do veterinário, porém, em local calmo e isolado. Se for preciso, leve-o até lá na caixa de transporte.

Se preocupe sempre com a segurança do local para evitar cães soltos ou barulhos muito altos que possam assustar o gatinho, avance devagar nos treinos e respeite o conforto e a vontade de seu amigão.

Benefícios da castração do ponto de vista comportamental

Castrar ou não castrar o seu pet? A maioria de nós já teve essa conversa com o médico veterinário de confiança, mas como a cirurgia pode influenciar no comportamento do seu melhor amigo, essa ainda é uma dúvida constante. Para explicar melhor, dividirei a explicação em machos e fêmeas.

Machos

Sejam gatos ou cães, de pequeno a médio porte, quando chegam à puberdade, por volta dos seis meses de vida, naturalmente começarão a se interessar pelas fêmeas no cio e a demarcar território.

Apesar de muito novos, alguns podem até conseguir cruzar e gerar filhotes, por isso, toda precaução nessa idade, principalmente com a presença de fêmeas junto, deve ser tomada. Já os cães de porte grande e gigante demoram um pouco mais para amadurecerem, entrando na puberdade somente por volta dos 12 meses de vida.

No caso dos gatos, é ainda mais necessário o cuidado com as escapadas, já que alguma fêmea no período fértil pode instigar o bichano a brincar de Houdini e fugir de casa, mesmo aquela com telas e muros altos. Por isso, vale a pena revisar as telas de proteção e se precaver quando entrar ou sair de casa para que não tenha fugas. Uma coleira com identificação também é indicada para evitar que o peludo se perca e não tenha como ser encontrado.

A castração antes desse período é indicada para evitar a demarcação de território dentro de casa, que no caso dos machos pode ser em qualquer objeto deixado no chão, isso pode ser um problema ainda maior se o animal for inseguro ou se estiver passando por mudanças na família ou na residência que possam elevar o estresse.

Em alguns casos de reatividade com outros animais ou pessoas, a castração também pode ser indicada, mesmo depois da puberdade, já que a testosterona é o hormônio responsável pela força e luta nos machos de qualquer espécie. Entretanto, a castração não é a solução para esses problemas, mas sim uma parte dela. O tratamento comportamental é sempre necessário para auxiliar e complementar o tratamento.

Fêmeas

Com as fêmeas, assim como com os machos, a entrada na puberdade pode variar entre entre os 6 e 10 meses de vida para o primeiro cio, que deve acontecer a cada 6 ou 12 meses, dependendo de cada organismo. Durante este período, cada fêmea reage de uma maneira singular. Algumas podem ficar carentes e manhosas, outras ansiosas e medrosas ou ainda terem picos de agressividade com outros animais e pessoas.

Isso se deve aos picos e mudanças hormonais, assim como nas mulheres. Porém, diferentemente de nós, as fêmeas têm o sangramento logo antes de seu período fértil. Portanto, no cio elas devem ser separadas de machos não-castrados logo após o início do sangramento, caso não esteja nos planos cuidar de filhotes.

Para o cruzamento, a fêmea aceita o macho logo após o término do sangramento. Se não estivermos de olho, podemos perder o momento e acabar tendo que lidar com o imprevisto.

Um problema muito comum em fêmeas é a pseudociese ou a gravidez psicológica, como é mais conhecida. Nestes casos, após o cio acabar, o organismo da fêmea entende que existe uma gestação e seu corpo começa a reagir de acordo. Ela começa a adotar brinquedos ou objetos como filhotes, a fazer ninho e até mesmo a produzir leite.

O animal, submetido a essa condição, pode ficar muito protetor com os seus “filhotes” e até ter problemas físicos pela produção de leite. Além disso, o comportamento pode causar estresse no convívio com outros animais ou pessoas. Por isso também, a castração é altamente recomendada, pois pode ocorrer novamente em cios subsequentes.

Avalie sempre as possibilidades com o veterinário de confiança e com um comportamentalista. Juntos, os especialistas poderão diminuir, com a castração e treinos, consideravelmente comportamentos inadequados por conta dos hormônios.

O que é e como funciona o clicker?

O clicker é um aparelho simples, onde você aperta um botão e ele faz um som de “click”. Ele é muito utilizado no adestramento, com base no reforço positivo, pois utilizamos o momento do som de para marcar, ao animal, seja ele um cão, um gato, um elefante ou um golfinho, que ele acabou de fazer algo certo e será recompensado.

Mas primeiramente precisamos fazer um exercício chamado de “carregar o clicker”. Ele consiste em apenas clicar e recompensar o animal, sem que ele tenha feito qualquer movimento. Fazendo isso, estaremos ensinando a ele que esse som significa uma recompensa, algo bom, portanto, ele tentará sempre fazer com que esse barulho aconteça para que ele tenha a recompensa.

Com o clicker devidamente “carregado”, iniciamos o treino para o comportamento que queremos. O mais comum é começarmos com o “Senta”.

Mostramos ao cão o petisco e o movemos a guloseima no sentido de sua nuca, para que ele continue olhando e acompanhando o movimento do petisco. Naturalmente o animal sentará. Assim que ele executar o movimento, nós clicamos com a outra mão e recompensamos. Ele logo vai perceber que toda vez que ele realiza o movimento que queremos escuta o “click” e ganha o petisco. Isso fará com que ele execute o movimento cada vez mais rápido e com maior eficiência.

Quando estamos treinando algum comportamento e não temos o clicker em mãos, podemos fazer um barulho de estalo com a boca, porém, ele pode não ser tão eficiente quando feito com o aparelho, justamente por não ser tão alto e constante.

O adestramento com clicker vem crescendo muito, por sem uma metodologia de reforço positivo e fazer com que o animal goste e se divirta com os treinos.

Dessa forma temos um companheiro bem mais motivado a responder prontamente aos comandos à espera de uma recompensa, que não precisa ser um petisco, como no início dos treinos, mas pode ser outra coisa que o cão goste também, como um brinquedo, carinho, atenção e passeio.

Lembre-se: a recompensa nada mais é do que aquilo que o cão mais quer naquele momento específico. Se precisar de ajuda, conte com um profissional especializado.

Enriquecimento ambiental para gatos

Não são só os cães que precisam ter seu dia a dia enriquecido ou serem estimulados mentalmente. Os gatinhos também precisam gastar sua energia física e mental para que façam menos bagunça em casa e não se tornem adultos obesos e sedentários.

Novidades são muito bem-vindas no mundo felino, mas devem ser inseridas no ambiente de forma suave e, de preferência, os peludos devem ser acostumados com mudanças desde filhotes.

Uma árvore de gato pode ser uma diversão incrível para um filhotinho, mas os adultos que nunca viram uma na vida podem ficar desconfiados e se manterem longe da novidade. Nessa hora é importante não desistirmos e estimularmos o bichano a cheirar e brincar com o novo objeto.

Vamos aproximando o amigo aos poucos do objeto em questão, sempre colocando recompensas saborosas perto do novo local, para que ele o associe a coisas boas. Cada animal tem seu tempo de adaptação e, apesar de incentivarmos, devemos respeitar esse momento.

Brinquedos com ração e petiscos dentro também podem ser utilizados, assim como com cães, mas para que os gatinhos se interessem e descubram como pegar a recompensa, eles precisam tem uma alimentação equilibrada e de acordo com suas necessidades nutricionais.

Os animais que comem além do necessário tendem a ficar mais preguiçosos e menos interessados nos brinquedos. A alimentação dos gatinhos é um pouco diferente da dos cães, enquanto os cães podem comer apenas duas vezes ao dia, devemos oferecer aos gatos alimentos quatro vezes ou mais por dia, principalmente quando estamos adaptando um novo método de alimentação.

Os bichanos também adoram viver nas alturas, e prateleiras pela casa podem ser uma ótima ideia para enriquecer o ambiente deles. Fazer percursos pela casa pode ser muito divertido e ainda dar uma rota de fuga ou rota de descanso para àqueles felinos que convivem com cães.

O importante é perceber o que o seu gato gosta. Um gatinho feliz é aquele que tem seus momentos de diversão e o opções confortáveis e seguras para longos períodos de relaxamento.