Despersonalizando correções

Como corrigir comportamentos que ocorrem quando não estamos presentes? Essa é uma questão comum para tutores de cães que sobem em móveis, roem objetos ou roubam alimentos.

É muito importante entendermos que devemos ensinar aos nossos amigos peludos o que esperamos deles em determinadas situações e, somente depois, colocarmos essas situações à prova.

No exemplo de subir em móveis, devemos primeiro entender porque o cão está subindo em determinado local. Pode ser para dormir, para brincar ou para roubar algum alimento. Se for para dormir, precisamos fazer uma cama aconchegante e com o nosso cheiro para o amigo, estimulá-lo a usá-la, brincar nela e deixar uma roupa usada nossa junto para que ele se sinta seguro e confortável.

Somente após podemos pensar em algum tipo de bronca despersonalizada para que ele deixe de subir no sofá. De início, não devemos deixar o local do erro sempre disponível ao cão, somente durante os momentos de treino, para que ele não persista no erro e assim demore a entender o que queremos dele.

A bronca deve ser um barulho leve, porém desconfortável. Não pode causar um susto grande ao cão, pois não queremos lhe trazer nenhum trauma. Devemos poder ver o local do erro, mas o cão deve achar que não estamos observando. Assim que ele tentar subir ou se aproximar do local, fazemos o barulho e ele desiste de seu intento.

Com o passar das repetições ele vai perceber que ficar em sua cama é bem melhor do que tentar subir no sofá e ouvir aquele barulho.

Nas situações onde roer ou roubar objetos é o problema, devemos guardar qualquer coisa que o cão possa conseguir roubar e roer e introduzi-lo aos poucos em sessões de treino presenciais e depois em sessões similares à situação descrita acima, mas sempre avaliando a sensibilidade do seu cão ao barulho. O treino é específico para cada cão.

Já para os que roubam comida, devemos reforçar bastante os treinos de limite e ensinar o que significa a palavra “Não”, somente depois iniciamos os despersonalizados e começamos com alimentos de baixo valor para o cão até chegarmos aos de alto valor. Introduzir brinquedos interativos, aqueles com alimento dentro, é de grande valia nesses casos. Já que o cão entende que não precisa roubar para ter coisas gostosas.

Devido à grande diversidade de situações e aos diferentes níveis de sensibilidade de cada cão, o acompanhamento de um adestrador profissional é muito importante e pode acelerar os resultados enquanto pode avaliar com segurança o nível de sensibilidade do pet.

Caso tenha dúvidas, procure um profissional para te auxiliar.

Ideias e recomendações para o carnaval

 

O carnaval está chegando e nada melhor do que se divertir com o seu amigo peludo durantes as festas, né? Mas é preciso estar atento para que a folia seja tão divertida para ele quanto é para você.

Para isso, podemos observar alguns aspectos do comportamento do nosso cão para saber se ele está confortável. Além disso, é preciso dessensibilizar o medo dele com relação aos sons e objetos característicos da época.

Os cães têm ouvidos muito mais sensíveis que os nossos e a música alta pode incomodá-lo, então, não abuse do volume e ensine seu pet que músicas animadas não são perigosas e sim muito divertidas!

Treino

Comece com o volume baixo e vá aumentando gradativamente conforme seu animal se mostre alegre e relaxado. Caso ele fique desconfortável, afaste-o da origem do som e recomece o treino com mais incentivos de brincadeiras e petiscos.

O uso de fantasias pode ser muito divertido, mas se seu peludo não estiver acostumado com elas ele pode ficar estressado e não se divertir. Da mesma forma que você fez com o som, comece a acostumá-lo com os novos acessórios aos poucos, dias antes da festa, e caso alguma parte da fantasia o incomode muito troque por algo menos desconfortável.

A diversão de ambos tem que ser o alvo da festa. Portanto, se o seu amigo for um pouco tímido ou medroso não force sua participação. Deixe-o em um local calmo e confortável, longe dos estímulos sonoros e de preferência com uma peça de roupa usada sua junto para que se sinta confortável.

Após a folia, comece um processo mais gradativo de dessensibilização ou procure ajuda de um adestrador profissional para que ele possa aprender e se soltar mais e curtir com você no ano que vem!

Destruição de objetos tem jeito?

Divulgação / Foter

Quando aquele filhotinho fofo nos olha até esquecemos de seu poder destrutivo. Mas eles vão crescendo, destruindo e isso acaba nos fazendo questionar: o que fazer para que isso não vire um hábito que pode acompanhá-lo até a vida adulta?

É importante, para podermos entender o porquê das destruições, que saibamos sobre as mudanças físicas e psicológicas que ocorrem em todo filhote. O cãozinho, não tendo mãos, reconhece seu mundo através do focinho, absorvendo os delicados odores exalados no ambiente, através de seus potentes ouvidos, captando os mínimos barulhos, e através de sua boca, sentindo os gostos e texturas dos objetos que o rodeiam.

Após o desmame, a curiosidade invade o cãozinho e ele parte para uma exploração detalhada do local onde vive e absolutamente tudo o que encontra deve ser explorado de todas as formas possíveis.

Nessa fase é importante que o animal tenha à disposição brinquedos de diferentes formas e texturas, mas que sejam todos apropriados para sua espécie e idade, e que os objetos que ele não pode morder sejam deixados fora de seu alcance.

Assim como outros treinamentos, o de necessidades no local correto também deve ocorrer no mesmo período. O ideal é que o filhote não fique com acesso livre à casa sem supervisão. Assim, evitarem xixis fora do lugar e objetos indesejados destruídos pelo caminho.

A partir dos quatro meses, o filhote começa a troca dos dentes de “leite” para os fixos, assim como acontece com os humanos, e o desconforto e a coceira que sente nas gengivas é igual aos das nossas próprias crianças. Então, é muito importante darmos para eles brinquedos congelados com ração ou petiscos liberados pelo veterinário. O gelo ajuda a diminuir a inflamação nas gengivas e, consequentemente, a vontade incontrolável de roer qualquer coisa que apareça em sua frente.

Outro fator importante na destruição é o gasto de energia. Cada animal tem um nível de energia. Precisamos gastar não somente sua energia física, mas também a energia mental desses peludos.

Os brinquedos interativos, que são aqueles que colocamos ração ou petiscos dentro e, ao rodarem, eles dispensam pelo chão, ajudam muito o animal a gastar mais tempo na alimentação tentando descobrir como retirar o alimento dali. Com isso, o animal gasta energia física e metal junto.

Para complementar, passeios diários e bem estruturados, aqueles em que tutor e cão voltam cansados e felizes, fecham a lista para termos um cãozinho saudável física e psicologicamente, além de manterem os nossos chinelos e móveis inteiros e sem marcas de dentes.

Procure ajuda de um adestrador caso tenha dificuldade com o treinamento.