Compulsões: como solucioná-las?

Os comportamentos compulsivos podem ser muito nocivos, tanto para o animal como para o seu tutor, por isso é importante reconhecê-los para tratá-los. Esses comportamentos podem ser:

Motores: andar em círculos, perseguir a própria causa, pular incessantemente no mesmo lugar e perseguir luzes.

Orais: lamber as patas, o nariz ou outras partes do corpo até causar feridas, arranhar, roer ou lamber objetos, podendo chegar ao ponto de se machucar.

Agressivos: redirecionada ao próprio animal (rosnar e morder partes do próprio corpo).

Vocais: latir, miar ou uivar constantemente.

Alguns motivos recorrentes para esses tipos de comportamento são o tedio, o estresse e a frustação.

O estresse pode ocorrer com alguma mudança súbita no ambiente do animal, como a chegada de um bebê, o falecimento de algum membro da família ou uma mudança brusca na rotina da casa. Para resolver o problema devemos ajudar o animal a se adaptar às novas mudanças com atenção, exercícios físicos e mentais e disciplina com treinos de comandos.

O tédio também necessita de atenção parecida. Em ambos os casos o animal se beneficiará de brinquedos interativos (que colocamos ração ou petiscos dentro) para se distrair durante os períodos em que precisar ficar sozinho ou com menos atenção das pessoas da família.

Além dos brinquedos, da atenção e dos passeios, adestrar seu cão será uma ótima opção para vocês estabelecerem uma melhor comunicação e assim prezar pelo seu amigo, deixando-o menos frustrado ao tentar lhe dizer o que ele quer ou precisa para se sentir bem.

Alguns comportamentos podem ser mais complexos, como a lambedura excessiva devido à ansiedade de separação, então, nesses casos, a orientação de um profissional em comportamento poderá te ajudar a seguir o caminho certo.

Pets x Verão

Com a chegada do calor precisamos ficar atentos com nossos pets, principalmente com os mais peludos e os de focinho achatado (branquicefálicos).

Em relação aos pelos, podemos tosar ou diminuir seu volume. Vale consultar o seu veterinário sobre a melhor opção. Outra dica é fazer uma tosa higiênica mais alta, retirando os pelos da barriga até a altura das axilas, mas mantendo a pelagem das costas.

Já para os cães braquicefálicos, o cuidado deve ser maior e deve-se evitar muito exercício físico durante os dias mais quentes, além de sempre observar mudanças no comportamento do animalzinho, como arfar demais.

É importante também avaliar se o animal está fazendo repousos muito prolongados, pois este pode ser um sinal de alerta e o médico veterinário deve ser consultado neste caso.

Os passeios, em geral, devem ser evitados no período entre 10 e 17 horas. Uma dica é sentir, com seus próprios pés ou mãos, a temperatura do asfalto. Se você não conseguir ficar encostado nele por alguns segundos é melhor evitar o passeio e sair mais tarde.

Caso o seu cão precise usar focinheira, prefira as de metal ou as com bastante espaço de ventilação, para que ele possa arfar e trocar calor de forma adequada com o ambiente.

A hidratação também é um fator importante e por isso devemos oferecer mais opções de vasilhas com água ou até mesmo água de coco, caso seu peludo goste. Gelo na água ou cubinhos de gelo com ração e frutas, previamente liberadas pelo seu veterinário, podem ser uma ótima opção de diversão refrescante em um dia quente.

Para que esse verão seja bem aproveitado por você e pelo seu pet, fique de olho nos sinais que ele te dá, mantenha sempre água fresca e limpa, um local com piso frio e ventilado para que ele possa descansar e brinquedos divertidos e geladinhos para se distrair.

Passeios em rios, lagos e piscinas podem ser divertidos para os adeptos de um bom banho, mas nada de forçar o pet a nadar. Tente incentivá-lo com brinquedos e petiscos, ensine-o a sair do local e não o deixe sem supervisão. Segurança em primeiro lugar!

Boa diversão!